Decidi, ontem, dormir sem preocupar com a hora de acordar.
Resultado: faltei na aula hoje e, pra variar, a moça que trabalha lá na recepção do colégio ligou pra cá, procurando saber o porquê da ausência. Minha mãe já percebeu que eu falto
COM RAZÃO, e virou uma espécie de "cúmplice" nessas matadas de aula - que têm sido cada vez mais frequentes. A tendência, inclusive, é que meu último dia de aula seja uma das "feiras" da semana que vem. UMA delas. Mesmo assim, só se eu aparecer com um exercício impossível de ser resolvido.
Resolvi tirar o dia pra arrumar umas coisas aqui no meu quarto. Faltava reorganizar livros e cadernos da escola, apostilas do cursinho e do Pitágoras do 1º ano, jogar fora o lixo nas gavetas - que aparece sem eu nem perceber - e dar uma limpeza aqui no notebook, que tem sido mais uma vítima dessa minha escassez de tempo e energia no que tem sido o meu final de ano mais preocupante até hoje. Já foram, ao todo, dezessete, mas eu só lembro daqueles que vieram depois da Libertadores de 97: ver o Wilson Gotardo, melhor zagueiro-capitão que o Cruzeiro já teve, levantar a taça naquela final faz qualquer um acordar pra vida e poder se considerar gente.
Assim que terminei de arrumar tudo, resolvi prestar contas ao mundo capitalista e fui lá no DelRey comprar umas coisas que 'tavam faltando aqui no meu quarto. Acabei esquecendo de comprar o fone de ouvido novo, mas ainda bem que, se a gente perde por um lado, ganha por outro: esquecer do fone fez com que eu tivesse tempo de achar numa loja uma boneca inflável, comprada na hora e carinhosamente batizada por mim como Symmone.
Brincadeira, claro.
Mais tarde, no cursinho, tudo continuou correndo muito bem. Ter chegado lá e não visto ninguém do colégio me fez pensar que tinha acontecido alguma coisa. Na verdade, IA acontecer alguma coisa: era a MISSA DE FORMATURA.
Não desesperei. Mesmo sabendo que ainda dava tempo de vir aqui em casa, arrumar e ir, acabei decidindo ficar no cursinho mesmo. As aulas 'tavam muito boas, e eu 'tava sem vontade de ir na missa só por "ter que ir", pra "agradar". E isso nem é egoísmo: é amor próprio mesmo.
Ter lembrado do negócio me desconcentrou um pouco, mas nada que durasse muito: aula de Química tinha acabado de começar. Que tudo desse certo pro pessoal lá da sala na missa, né, mas a vida continua. Ninguém morreria se um ou outro faltasse.
Aula de Física foi sobre óptica. Sorte é que eu tinha revisado essa matéria TODA há umas duas semanas atrás, então foi bom pra lembrar o que eu tinha revisto; o revisar da revisão.
Matemática, como de costume, eu matei. Fui pra biblioteca e fiquei lendo alguma coisa por lá mesmo, esperando bater o sinal pra começar a aula de História, que seria a última - e mais engraçada - do dia.
Explicando o período getulista, o Axelle veio falando dos partidos políticos da época: PTB, PSD, PCB e, finalmente, a UDN:
- Gente... Só pra tranquilizar vocês: esse PTB aí não tem nada a ver com o de hoje, o do Roberto Jefferson, "coleguinha" do Collor. E sobre a UDN: vocês não têm noção do que ela representou pra política brasileira da época. Era uma oposição FERRENHA do Vargas; queria derrubar ele a QUALQUER custo.
Hoje, ainda bem, essa UDN 'tá no QUINTO DOS INFERNOS...
[risos]
- ... TRAMANDO A QUEDA DO CAPETA!!!
E esse post acaba com mais uma coisa interessante que o Axelle falou na aula:
- O ideal, moçada, é privatizar as estradas. Eu, por exemplo, sou TOTALMENTE a favor da privatização de todas as rodovias desse país. TODAS. Mas o governo tem que abaixar o IPVA em pelo menos um 90%.
[pausa para reflexão]
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[fim do post]