Não é de hoje que eu venho me preocupando com a temperatura do notebook.
Aquela história de "temperatura ambiente influenciar a temperatura interna", pra mim, era só bobagem, sendo que o que contava mesmo era o cooler do notebook e/ou o jeito com que você segurava. O cooler aqui é bom. Claro que poderia ser melhor, né, se fossem uns três, mas o que vai direto no processador tem uma ventilação razoável e um dissipador de cobre - dá pra ver pela lateral o "laranjinha".
Na Nova Zelândia, não lembro do processador ter passado de 50ºC, mesmo nos dias em que eu jogava Civilization III por muito tempo e com o notebook no colo - o que, claro, deixa ele mais quente do que numa mesa. Essa questão do "colo", inclusive, é interessante. O que levaria a Toshiba a deixar que arquitetassem uma série de notebooks - Satellite, no caso - com o cooler na parte de baixo, e não na lateral? Numa mesa, por exemplo, que seria um tipo de superfície em que o notebook passaria maior parte da vida útil, o ar do ambiente ainda encontraria certa dificuldade em ser "sugado" pelo cooler da base, ainda que o "pé" fosse alto. Por que não colocar o cooler na lateral de uma vez?
Há uns dois, três meses, eu vinha monitorando a temperatura aqui, com crescente preocupação: 55ºC pro processador eram cada vez mais comuns, enquanto o HD chegava facilmente a 44. Essas temperaturas altas só eram registradas quando a temperatura ambiente TAMBÉM era alta, o que acontecia até mesmo à noite - o rádio relógio aqui quase não sai dos 30ºC. Lembro de um dia em que eu fui assistir um episódio de Boston Legal, deitado ali na cama, e vi a temperatura aumentar, aumentar, aumentar... Até chegar em 62ºC. O HD chegou a 48ºC.
Parei de assistir e fui pesquisar qual era a temperatura máxima desse processador e desse HD. Não encontrei a do último, mas a do processador girava em torno de 80ºC. Sim, OITENTA graus. É claro que a base do notebook não fica tão quente como o processador, mas ela esquenta também, então... Imagina o processador a 77º e você lá, com o notebook no colo? O MÍNIMO que se espera é um desconforto.
Ainda que fosse 100ºC o máximo, eu ainda preocupava. Isso porque a tendência era a temperatura não parar de aumentar: maior o uso, mais vai "gastando" a pasta térmica e mais poeira vai entrando no cooler, piorando a já preocupante refrigeração.
Comecei, então, a buscar alguma alternativa que não envolvesse ter que levar o notebook numa assistência pra colocar mais pasta térmica ou pra limpar o cooler. Foi aí que eu ouvi falar de "cooler pra notebook". Namorei alguns modelos por uns tempos, ainda que fossem só de informáticas lá em São Paulo. Comprar um daqueles coolers era preciso.
Veio, então, a bênção: minha mãe deu o dinheiro de Natal antecipado, e eu resolvi comprar o bendito. Aqui em BH, informática de confiança, pra mim, é a WAZ. Entrei no site e encontrei lá uns 4 modelos. Escolhi esse:
http://www.waz.com.br/cooler/zalman_zmnc1000_preto.php?codprod=91126
Peguei o notebook e fiz o último teste de temperatura: 54ºC pro processador e 41 pro HD.
Coloquei ele na mochila e fui lá na WAZ buscar o cooler, não sem antes, claro, testar se surtiria efeito ou não. O problema é que essa informática é lá perto do Hospital Militar, então eu tive que pegar ônibus e, ainda assim, andar uns 20 minutos até chegar lá.
Deu tudo certo. Lá na informática, com o cooler funcionando, a base do notebook se manteve REALMENTE fria. A decepção ficou por parte das temperaturas internas: processador, 46ºC; HD, 36. Eu esperava bem mais. Menos, quero dizer. Mas só de saber que a base fica bem mais fria era motivo pra comprar o negócio. Ah, mais uma coisa: dá pra regular a velocidade de rotação dos coolers através de uma "chavinha" na lateral.
Vou continuar usando esse cooler, claro, e qualquer coisa a mais que eu descobrir, venho aqui pro blog.