Assim como aconteceu no vestibular e no exame de moto, me bateu aquela velha e conhecidíssima - e que, não se sabe o porquê, continua tendo ares de novidade - dúvida, dessa vez no que diz respeito ao exame de carro: será que eu vou passar?
'Tá, eu já dirijo há mais tempo.
'Tá, eu não fiz nada de tão inaceitável assim durante as 15 aulas preparatórias.
'Tá, os 2 instrutores me tranquilizaram bastante.
O problema é que, ainda assim, eu fico pensando, comigo mesmo, como seria não passar. Acabo pensando mais nessa possibilidade do que na outra. Será que é um pessimisto inconscientemente intencional, ou seja, eu, no fundo, sei que eu provavelmente vou passar e fico me imaginando não passando só pra, no final, ter aquele "gostinho" da surpresa?
Na de moto, foi assim.
Fui muito bem nas aulas e no pré-exame. Ainda assim, eu cheguei lá no dia do exame propriamente dito (salve Boça!) já pensando em como eu daria a notícia que eu não passei pra quem sabia que eu prestaria exame naquele dia. Fiquei quase toda a manhã daquele dia imaginando como seria ter que fazer mais aulas e me submeter a OOUTRO exame, e, quem sabe, OOUTRO e mais OOUTRO... Outros. Infinitos outros. ('tá, forcei mesmo.)
Naquele dia, a felicidade de receber o papelzinho da aprovação lavou tanto minha alma, mas TANTO, que, por um momento, eu até cheguei a pensar que daquele jeito - cheio de expectativa, sofrido, doído - foi mais... "gostoso".
A responsabilidade envolvida na primeira habilitação é muito maior, sem dúvida.
Só que...
Tirar a carteira de
carro é uma coisa que eu venho esperando há muito tempo - provavelmente desde quando meu pai me ensinou a dirigir, naquela Fiorino vermelha.
Enfim.
Vou parar por aqui mesmo.
'Tô achando que eu 'tô aqui só inventando desculpa pra supervalorizar essa carteira de carro.
Se eu tirar, beleza...
Se não tirar, não vou mais preocupar com isso tanto quanto eu tenho preocupado.
Até porque o vestibular 'tá aí, né, e eu, pra variar, 'tô muito atrasado na matéria.