Monday, 30 March 2009, à(s) 18:16

É difícil.

MUITO difícil.

Lá estava eu: alegre pelo término de mais uma manhã de intensos estudos, pilotando a querida La Poderosa, quando, de repente, um carro ignora um PARE e atravessa a pista na qual eu vinha desenvolvendo velocidade moderada. Totalmente fora do direito dele, claro.

A pista ali da Avenida Reitor Mendes Pimentel, quase chegando na saída da UFMG pela Antônio Carlos, ainda 'tava meio molhada por causa da chuva que tem caído há alguns dias. Ainda assim, deu pra frear um pouco, o que pode ter sido decisivo no que diz respeito à inexistência de lesões mais severas.

A partir dali, tudo correu bem.
O SAMU chegou, enfaixaram minha mão (meu tênis 'tá cheio de sangue até agora); o pessoal do DSU também apareceu e fizeram o B.O.; e o Lipuxo e a Flavitcha ficaram lá comigo. Muita coincidência eles aparecerem na UFMG 1 minuto depois do acidente.

O reboque veio e levou a La Poderosa lá pra Amazonas, onde ela agora se encontra aos cuidados do mesmo mecânico que a consertou no último acidente, em que um outro motorista, também distraído, bateu na traseira da minha moto, estando a mesma TOTALMENTE parada, à espera da abertura de um sinal ali na Antônio Carlos. Tsc, tsc.

É muito complicado.
Eu tenho dirigido direitinho. Só cometo minhas barbeiragens quando eu vou com a moto pro mato, até porque lá as condições de rodagem são extremas () e também por ser o lugar onde você PODE errar, já que a única vida que você coloca em risco é a sua.

Agora...
É a segunda vez que, ainda estando certo, eu saio machucado. Financeiramente até que não, já que eu fui reembolsado da primeira e COM CERTEZA serei dessa última também. Mas e o tempo? E os dias mancando? E toda a amolação?

Ah, sei não.
Esse segundo acidente de moto tem me feito pensar muito se vale a pena continuar confiando tanto assim na perícia dos outros.
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Saturday, 28 March 2009, à(s) 22:52

41) Encontre a massa de cálcio em 250mL de uma solução CaCl2 se, depois da adição de 40,00 mL de solução de (NH4)2C2O4 ((0,0500mol/L)) em 25,00mL desta solução de CaCl2 e separação do precipitado de CaC2O4, gastou-se na titulação do (NH4)2 C2O4 residual, em meio ácido, 15,00 mL de 0,004mol/L de KMnO4.



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Friday, 27 March 2009, à(s) 18:37

FLAGRA!
Nossas câmeras (?) registraram uma briga entre o Leão e o Tardelli, e que ocorreu hoje pela manhã, no CT do Galo, em Vespasiano.

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Thursday, 26 March 2009, à(s) 15:46

Começando pelas aulas de GAAL.
Chegando lá pelas 9 horas, que é mais ou menos o horário em que as aulas costumam acabar, é iniciada aquela movimentação final generalizada. Professor intervém:
 - Opa, peraí! 'Cês já 'tão querendo sair? Não, não, tem muita coisa pra passar ainda.
Baiano, brincando:
 - Ah, professor, mas a gente já 'tá cansado.
 - Mas eu não 'tô, não! Ontem, a força acabou lá em casa às 21:30, daí eu fui dormir cedo.
Risos.
Ele prossegue:
 - Eu já falei que vocês aqui 'tão parecendo primeira semana de namoro, né?... No começo... Na primeira semana, é tudo bem: só beijinho pra cá, beijinho pra lá... Você leva sua namorada pra sair... Vocês saindo juntos, ela não come nada... Ainda assim, insiste em pagar a metade da comida e também o bilhete do cinema, não é?
Risos.
 - ... Daí depois... Com o tempo... Ela passa a deixar de jantar em casa e até come mais que você!...

 - [ele continua] .. E ainda tem o pior: sem repartir a conta!!!

 - Mas não se preocupem, meninas: os homens também se aproveitam. É ou não é?
Turma dividida.
 - ... Com o tempo, vocês podem ver que o namorado já não chega na casa da menina mais tão arrumado assim... Vai mexendo na geladeira e fechando com o pé... Já vai até abrindo a cerveja do sogro!


Professor demonstrando o quão mais fácil de resolver uma matriz ficava quando ela tinha vários zeros:
 - 'Taí, gente, uma das provas de que o zero é a maior invenção da humanidade. Depois do zero, só o PUDIM mesmo.
Pausa.
 - ... Como é que o cara bate 3 ovos com leite moça e faz um PUDIM??
Risos.
 - Aí, ó, até acabei passando a receita pra vocês!

Surpresa mesmo foi, no meio de uma das aulas, escutar um barulhão vindo do outro lado da sala.
 - Quê isso aí, gente??
Camila vem explicando:
 - É a barata aqui, professor! Mas já matei aqui!
Professor, com um sorrisão no rosto:
 - Se todas as mulheres fossem independentes assim... E sem contar que eu vi uns dois ou três homens ali atrás morrendo de medo da barata!
Não sei como, mas a conversa acabou parando em calcinha. O professor 'tava querendo provar uma teoria com base no fato de que todas - ou pelo menos maioria absoluta - das mulheres lavam a calcinha e deixam no chuveiro. Depois de muita conversa, da qual eu fiquei rindo e esqueci de registrar, o professor vem finalizar:
 - OK, gente. Estudamos muito no começo, e agora vamos voltar... Já fizemos o comercial... A barata já 'tá morta... Até já falamos de calcinha!


Terça-feira. Início da aula. Professor reclamando da interatividade quase inexistente naquele dia:
 - Vamo' lá, gente! Ânimo! Afinal, nada melhor do que calcular uma determinante... Ainda mais numa terça-feira de manhã!... Ou será que vocês preferem é assistir Ana Maria Braga?...
 - ... Gente, determinante é a luz que faltava para nossa vida. A vida de um Químico se reduz a antes e depois do cálculo de uma determinante!
 - ... E não desanimem, gente. Vou falar uma coisa com vocês aqui que deve ser relembrada durante todo o Ensino Superior:  por pior que seja a matéria... Por PIOR... Não se preocupe: HAVERÁ UMA PIOR AINDA.
Risos.
 - Portanto, se vocês não gostam de GAAL, pelo menos DISFARCEM! Passem óleo de peroba na cara e encarem.

Aula de Química Geral.
Assistente do professor corrigindo uns exercícios lá. A Cláudia, também conhecida como "bem criada", começa a fazer várias perguntas, o que gerou certa irritação no restante da turma. Vira ela, respondendo com certo atrevimento:
 - Ué, gente, se não for pra tirar dúvida, 'cês 'tão fazendo o que aqui, então?
Vira o Baiano, entrando na onda - de brincadeira, claro:
 - POIS É!! Tem que perguntar mesmo!! 'TÔ PAGANDO PRA QUÊ???
Risos. Ele completa:
 - Droga! Esqueci que aqui é federal e a gente não paga...
**

Aula de Química Experimental.
Professora mandando a turma fazer uns experimentos lá que envolvia a prata, não sem antes dizer que a gente não podia jogar o nitrato de prata na pia porque se tratava de um metal pesado, e tal e tal...
Ao final da aula, o nosso grupo - eu, Jana e o João V. - 'tava com problema pra tirar uma parte da prata que tinha ficado agarrada no fundo de um dos tubos de ensaio. Jana passa água no negócio umas 1.000 vezes e joga no frasco de resíduo de prata, mas não consegue o sólido nem mesmo quando a professora pede pra ela usar uma das escovinhas de limpeza.
Eu, querendo ir embora logo, me candidato a tentar limpar o tubo. Vem o João V.:
 - Esquece, sô. Se a Jana, que é mulher, não conseguiu limpar, 'cê acha que 'cê vai conseguir?
Jana começa a xingar. Eu:
 - Ô João, lá em Bom Despacho tem mulher brava desse jeito?
 - Pra pior!!!
E realmente não consegui limpar o treco. A terceira pessoa a tentar foi o próprio João V., que, quando finalmente conseguiu diluir o negócio, começou a jogar o líquido na pia. De repente, percebendo o que vinha fazendo, ele pára de jogar a prata fora e fala, ainda assustado:
- Nossa! Matei umas 5 pessoas agora!

**

Aula de Cálculo.
Professor passando um gráfico simples no quadro e eu, pra variar, apresentava dificuldades pra desenhar o negócio. Jana, que 'tava do meu lado, viu meu SUPOSTO gráfico, bastante rabiscado e torto, e oferece:
 - Quer uma borracha aí?
 -
 - Eu também tenho régua, compasso... Se 'tiver muito difícil aí...

Monitora resolvendo a 2a lista de exercícios pra gente. Mais ou menos no meio da aula, quando ela percebe que quase ninguém interagia e só copiava, vem a pergunta:
 - Gente, 'cês fizeram pelo menos?
Mateus, representante de turma:
 - Professora, meu conhecimento em limite tende a zero!
Baiano completa:
 - O meu tende a menos infinito!!

Resolvendo outro exercício, ela pergunta:
 - Esse daqui dá pra resolver, mas... 'Cês já pelo menos ouviram falar do Teorema do Valor Intermediário?
Todo mundo:
 - Não.
Ela, meio rindo:
 - É, eu imaginei.
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Sunday, 22 March 2009, à(s) 22:58

Amanhã tem um teste de Cálculo.

Será que esse professor vai escrever o ZERO de caneta azul, vermelha ou preta?
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Sunday, 22 March 2009, à(s) 15:26

Fui pra Papagaio nesse fim de semana não só pra ver meu pai, mas também pra ir na oftamologista, lá em Pará de Minas.
Ali na saída de Papagaio, vem um caminhão na contra-mão e piscando o farol. Eu, pro meu pai, que 'tava dirigindo:
 - Pára, pai! Pára! Deixa ele ir, sô!
Meu pai, com toda a tranquilidade do mundo...
 - É... Até porque se eu não deixar, eu vou ter é que bater.

Depois desse negócio do caminhão, mais lá pro finalzinho da reta da saída, ele comenta:
 - Noooooooossa... Olha que menina bonita! Olha lá!...
 -
 - E parece que ela quer é carona... É, Joãozinho... A gente vai ter que cancelar nossa consulta hoje... Vou te despejar aqui mesmo!

**

Hoje, enquanto eu voltava pra BH, vi dois acidentes na estrada. Os dois foram feios.
O primeiro foi ali entre Cachoeira da Prata e Sete Lagoas: um carro capotou e caiu fora da pista. O socorro já tinha chegado, mas nem tinha pegado o carro ainda, que 'tava lá, de cabeça pra baixo, todo estragado. Complicado.

O segundo foi entre Sete Lagoas e BH: um caminhão branco bateu com um carro prateado. A frente dos 2 veículos 'tavam BASTANTE destruídas, o que me pareceu bastante estranho, já que a BR é duplicada e as mãos são separadas ora por uns canteiros esquisitos, ora pela própria grama. Sendo assim, como é que se bate de frente?

Complicado.
Mesmo.
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Saturday, 21 March 2009, à(s) 21:21

Eu aqui na casa do meu pai
 - Pai?... E esse cachorro aqui, como é que chama?
 - Ah, a Karoline colocou um nome nele, mas eu até já esqueci!

**

Quando a gente 'tava saindo pra ir lá pro eucalipto do Rio do Peixe, meu pai cisma de levar o bicho:
 - ... Aqui, ó, até comprei essa coleira. Levar o bichinho pra dar uma volta, né?
Depois de colocar a coleira nele, a surpresa foi ver que o cachorro apresentava uma certa relutância em ser guiado. Eu também tentei, mas não deu. Vem meu pai:
 - É, que bacana... Ele não 'tá sabendo andar de coleira!
 -
 - Mas eu ensino ele num instantinho, quer ver?
Vai arrastando ele até a caminhonete:
 - Do jeito que eu for, ele tem que ir... Aqui, ó, 'tá vendo? Ele lá vai firmando o batido... Naquela leréia que ocê 'tava, ele não aprende nunca!...
 - Leréia!!
 - Mas é mesmo! Aí, ó... O cachorro 'tá até achando bom já. Olha o rabo dele balançando procê ver!
Eu já rindo horrores, meu pai termina a sessão olhando pro cachorro e falando pra ele:
 - É... Vamu' dar uma volta aí na praça hoje, né, meu?

Eu contando pro meu pai um quase-acidente meu com a moto:
 - Nó, pai... Eu fui chegando ali naquela rotatória da entrada aqui de Papagaio e vi, na entrada da curva, um cachorrinho meio perdido. E o pior é que eu 'tava meio embalado, mas deu pra ver que era filhote... Daí, querendo ou não, é um cachorro que morre muito mais fácil, né... Não tem experiência pra desviar de carro e de moto...
 - É, é verdade
 - Pois então... Daí eu já vim meio reduzindo e o cachorro foi desviando... Só que, em cima da hora, ele VEM NA DIREÇÃO DA MOTO... QUASE que eu piso no bicho, pai! Filhotinho ainda...
 - É, e eu já bati em um grandão!... Mas quando for pequeno assim, que nem esse seu de hoje, 'cê firma o corpo e passa por cima!...
 -
 - Firma o corpo e a direção e vai embora! ... Se ele for pequeno, né? Se for grande, não dá pra mexer, não!

Tinha que ter filmado ele falando isso.
Acho que nem é engraçado o ASSUNTO em si, mas o JEITO com que ele fala faz a coisa mais trágica parecer uma piada.


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Thursday, 19 March 2009, à(s) 02:50

Eu queria ter uma memória excelente.
Totalmente seletiva também, claro.

O blog ficaria muito mais cheio de coisa bacana.

Durante o dia, um milhão de coisas vêm na minha cabeça e eu penso: "nó, vou colocar no blog".
Daí o tempo passa e...

Pouca coisa chega aqui.


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Thursday, 19 March 2009, à(s) 02:46

Vídeo enviado pelo Baiano.




Muito bom.
Atenção ao TAMANHO da mochila do Motoboy!
E também tem um detalhe importantíssimo, apontado pelo Baiano: um OVO FRITO em cima da pizza!
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Thursday, 19 March 2009, à(s) 02:43

É.
O Cruzeiro ganhou mais uma.

Não tem mais graça ir ao estádio ou assistir o jogo pela TV. Quem diria, então, ouvir pelo rádio...
O final da história é sempre o mesmo: o Cruzeiro está invicto há (x + 1) jogos, sendo que esse "x" aí já entrou na casa das dezenas (se não me engano, a nossa última derrota foi pro Inter, lá no Beira-Rio, por 1x0. Pelo Brasileirão do ano passado... Meses e meses sem deixar de pontuar).

'Tá certo que o Cruzeiro tem uma estrutura bacana, um elenco bem melhor que o do ano passado, etc etc., mas o problema 'tá justamente aí: o futebol não tem que ser JUSTO, e sim EMOCIONANTE. O time tem merecido as vitórias, mas... Vai ficar sempre nessa de ganhar-ganhar-empatar-ganhar? Cadê a graça do negócio? A imprevisibilidade?

Eu queria voltar a entrar num estádio e não ter a certeza da vitória... Ficar com medo de ter pagado o ingresso pra ver uma pelada...
Queria poder voltar a ligar a TV não pra conferir de quanto foi a goleada aplicada, mas sim pra saber se meu time arrancou pelo menos um empate (ou se a goleada não foi aplicada SOBRE ele)...
Queria poder voltar a sequer cogitar o "Será que vai dar?"...

Ah, quer saber?
Eu não vou secar o Cruzeiro pra ver se ele perde logo...
Vou é torcer pro Galo nos próximos jogos.

O problema vai ser resolvido.

E não vai tardar.
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Thursday, 19 March 2009, à(s) 02:23

Trecho BASTANTE interessante de uma das crônicas do livro "O mundo é bárbaro", do Veríssimo. Claro que eu não poderia deixar de agradecer à minha querida irmã, Kowról, por ter me emprestado o livro - e tomara que ela não perca o hábito.

Lá vai:

"[...] Cada vez me convenço mais que a nossa crise real é de semântica. Antes de discutir se o Brasil está dando certo temos que combinar o que é 'dar certo'. Definir quesitos, escolher índices, acertar critérios. 'Certo' se mede em número de celulares ou em número de vagas no SUS? Qual é o peso relativo da volta de doenças endêmicas, causadas pela desatenção à prevenção básica, e do lucro espetacular dos bancos, do desemprego e da entrada recorde de capitais, dos salários achatados e da inflação baixa, na avaliação do que se passa? Com a abertura da economia o Brasil está se modernizando ou se entregando? Criminalidade em alta é bom sinal (dinheiro em circulação, iniciativa de cinema dos criminosos, coisa de Primeiro Mundo) ou mau sinal (falta de alternativas, embrutecimento geral das relações sociais)? Os condomínios de luxo cercados de grades que se multiplicam são provas de que o Brasil deu certo ou são santuários sitiados num Brasil que dá cada vez mais errado?

Para se chegar a qualquer acordo, a primeira condição é estar falando a mesma língua."

Pois é.



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Sunday, 15 March 2009, à(s) 15:54



Direto do Total Fail, assim como mais umas fotos aqui embaixo.
Ótimas, ótimas.
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