Muita coisa tem acontecido, mas eu tenho tido pouca paciência / vontade de ficar falando tudo aqui no blog.
O que eu tinha pra ficar falando de blá blá blá já 'tá no sonopolifasico.us.splinder.com.
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Aprendi, depois de
MUITO apanhar, que no sono polifásico nem sempre mais tempo dormindo é bom.
Isso vai de encontro a TUDO o que eu aprendi durante a minha vida toda. Aliás, não só minha, mas também a de quase todo mundo. Afinal, quem aí nunca quis dormir por umas 10-12 horas pra poder "descansar bem"?
Isso daí eu já acho que cai naquilo que eu sempre falei e pretendo continuar falando: é a QUESTÃO CULTURAL que MAIS dificulta o processo de adaptação.
Tem a questão biológica? É, com certeza.
É difícil?
Sem dúvida.
Mas pior que isso é essa questão de já ter criado o HÁBITO de dormir por várias horas pra AÍ SIM eu me sentir recuperado, renovado, descansado. Enquanto eu não dormia as tais 8 horas (no mínimo, né, porque às vezes eu dormia até por 9 ou 10), é como se o dia já não mais pudesse ser totalmente proveitoso. Estudar, por exemplo, nem pensar: eu não 'tava com a cabeça boa. Jogar futebol no CEU? Ah, até que vai... O reflexo vai ficar pior ainda se eu não dormir muito, mas tudo bem. Ler um livro? Ah, nem dá... Dormindo pouco do jeito que eu dormi, acaba que eu não vou conseguir memorizar nada.
Nisso eu simplesmente "acabava" com o dia seguinte à uma noite mal dormida;
eu era totalmente refém daquela subtração da hora em que eu acordei pela hora em que eu fui dormir dar pelo menos 8. E daí eu passava o dia inteiro vendo filme, mexendo na internet, comendo ou simplesmente dormindo mais ainda. E acho que foram justamente essas dormidas a mais durante o dia que me fizeram levar tão a sério esse negócio do polifásico. Isso porque eu acordava de cada cochilo MUITO mais bem disposto do que antes e com um sentimento bom com relação a tudo. TUDO. Era uma sensação parecida com aquela que vem logo depois que a gente acorda de um cochilo dentro de um ônibus. Aquele, sim, é o melhor sono do mundo.
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Voltando à minha descoberta: quanto menos se dorme, melhor. Lógico que também não 'tô falando pra ninguém sair tirando cochilo de 5 minutos, mas eu já não acho mais tão absurda a idéia de 15 minutos, por exemplo.
Ao invés de colocar o despertador pra 30 ou 35 minutos, eu já coloco pra 20 ou 22. 25 só quando é de dia e/ou quando eu não 'tô com muito sono, daí dá um tempinho a mais pra começar a dormir bem.
Quando eu colocava esses 30min+, eu tinha oversleeping. Era uma coisa 90% certa. Mesmo colocando 3 alarmes, eu DE ALGUM JEITO acordava umas 2 horas depois do horário previsto sem ter QUALQUER lembrança de ter LEVANTADO - sim, eu colocava e ainda coloco os despertadores em lugares longes da cama - e desligado os alarmes.
A explicação pra isso parece ser simples.
Quando passa um pouco mais daqueles primeiros minutos, você entra em um estágio de sono mais pesado e acaba realmente perdendo o controle pra si mesmo. Quando acontecia comigo, eu já acordava meio que sabendo e ia conferir as horas no relógio já mentalizando um monte de palavrão pra mim mesmo. Justo ou não, fato é que isso ia me desgastando demais porque eu ia aos poucos perdendo o apoio de mim mesmo. A idéia de que a adaptação ao sono polifásico era algo inatingível ficava cada vez mais forte com aquele monte de oversleeping sucessivo. Eu ia ficando cada vez mais cansado - MESMO DORMINDO MAIS DO QUE O PREVISTO! - e cada vez mais descrente que isso fosse realmente funcionar algum dia.
Eis que eu crio coragem de diminuir esse tempo de sono. Ele já era pouco, eu sei, mas pensei mais ou menos assim: se eu já 'tava atingindo esses estágios mais profundos do sono e por isso eu 'tava tendo oversleeping, então o ideal seria acordar antes, mesmo que isso pudesse significar interromper o sono REM.
E não é que o negócio deu certo atééeeeee mandar parar?
Comecei a fazer isso no domingo e tem dado tão certo até agora, mas TÃO certo, que eu só tive UM oversleeping de lá pra cá (quinta-feira).
Outra coisa que me ajudou a evitar aqueles repetidos oversleepings: levantar da cama assim que o alarme tocar. Às vezes eu acordava, levantava correndo pra desativar o alarme, mas aí voltava pra cama pra descansar mais um pouco pra, aí sim, levantar de vez. Acontecia que eu levantava de vez era só umas 2 horas depois. E ainda levantava puto da vida.
É lógico que é burrice ficar rodeando a cama da gente enquanto se tem muito sono mas não se deve dormir. Só que alguma coisa acontece e que te faz pensar que não tem nada a ver, e que você tem é que descansar mesmo, que faz bem, e tal e tal. É isso que costuma matar o freguês: a inocência de cair nessa "armadilha" que nosso cérebro cria.
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Já passei da metade do mês, já tive um fim de semana de descanso (acho que devo dormir do jeito normal a cada segundo fim de semana) e até agora 'tá indo tudo bem. Os primeiros 5 minutos depois de acordar são tensos, mas depois de uns 15 minutos o ânimo atinge o auge e depois vai caindo, caindo... Até dar a hora do próximo cochilo.
E é isso mesmo que eu vou fazer.
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Em resumo: esse negócio do polifásico tem dado certo e eu sinto que eu 'tô cada vez mais bem adaptado.
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PS: nem vou reler o texto antes de publicar. Se tiver algum erro de português, foi por ou descuido na digitação ou por burrice mesmo.