INACREDITÁVEL.
Acabei de clicar acidentalmente no botão "Voltar" ali do navegador e perdi um texto imenso que eu tinha feito aqui sobre os dias 2 e 3.
Agora vou ter que digitar um resumão porco.
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Terça-feira de manhã. O primeiro cochilo foi lá na UFMG mesmo, dentro do CEQ, naquele sofá.
Acordei 20 minutos depois, ainda com um pouco de sono, mas com pelo menos uma vontadezinha de assistir aula. A culpa não é do assunto, que fique bem claro, até porque eu gosto muito de Inorgânica. O problema era justamente o cansaço de uma noite praticamente em branco.
O segundo cochilo do dia, o de 11h+-, foi aqui em casa mesmo e transcorreu sem maiores complicações, tanto é que quando acabou eu fiquei morrendo de vontade de voltar. Mas ainda tinha muuuita coisa pra estuda em Cálculo...
Todos os outros cochilos foram normais e uma coisa que eu percebi é que eu não tinha sonhado em nenhum deles. Sempre acordava com a sensação de que eu tinha passado aqueles últimos momentos em branco. Em preto, na verdade. Por mais que eu tentasse, NADA que me lembrasse de qualquer eventual sonho vinha à minha cabeça.
A curiosidade da madrugada de terça pra quarta é que eu passei na biblioteca 24h da faculdade de ciências econômicas. Cheguei lá às 9 da noite e fiquei até 5-e-pouco da manhã, quando eu voltei pra casa, tomei um banho e fui pra UFMG de novo pra fazer a prova de Cálculo.
Terminada a prova, foi hora de assistir aula de Mecânica. O professor é excelente, mas a matéria não ajuda. Lembro de ter acontecido comigo várias vezes durante essa aula o seguinte: eu olhava pro quadro e tinha que fazer um esforço ENORME pra tentar ENTENDER o que cada fórmula significava, só que quanto mais eu olhava, mais eu "cruzava" os olhos - e o estranho é que eu até então só fazia isso de brincadeira. Daí eu parava, fechava os olhos por uns 5 segundos - se fosse mais que isso, eu juro que ia acabar dormindo ali na sala mesmo - e depois abria de novo, já com o olho doendo um pouco menos a cada piscada. Enquanto isso eu ia desejando de todo o coração que o tempo passasse logo. Mas ele é cruel, claro: se arrastou ao máximo.
Terminou Mecânica e a gente foi almoçar. Logo depois eu fui lá pro laguinho do DQ e tirei um cochilo de 20 minutos, que foi bastante restaurador. Uma coisa que eu venho notando: a dificuldade que eu tinha em cochilar em público simplesmente acabou, provavelmente por necessidade, mesmo (dã!). Mas ainda sobre o cochilo: quando acordei, me veio aquela mesma sensação de ter passado os últimos instantes em branco, mas pelo menos eu 'tava me sentindo bem melhor do que quando eu fui dormir.
Fiquei ali no CEQ um pouco depois da aula de Inorgânica e tirei outro cochilo lá, esse sendo o das 3 ou 4 da tarde (eu tenho variado entre esses 2 pra não bater com horário de aula). O problema é que eu esqueci de ligar o timer, mas acabou que eu consegui acordar. Depois de 35 minutos, mas pelo menos foi por iniciativa própria. Glória a Deus! Esse cochilo também foi bastante proveitoso e me deu a impressão de que eu tinha acabado de ganhar forças pra aguentar o que aparecesse até o próximo cochilo, que seria o das 7.
Doce ilusão.
Já na hora de ir embora, uma dificuldade imensa: andar 30 minutos até em casa. Cada passo era uma facada. O pior é que eu não podia parar de andar, senão... É aquela velha história do estado de inércia, né? Se aplica perfeitamente àquela situação.
Quando chegou a hora de subir as escadas pra chegar aqui no apartamento, eu tive que me imaginar apertando um botão "BOOST!", porque senão acho que eu só chegaria aqui rebocado.
Cochilei às 19h e acordei logo depois, mas morrendo de sono. Juro.
Fui fazer umas coisas no computador, depois fui tentar comer - não consegui porque essa alteração no ritmo do sono parece desequilibrar a gente por completo - e fui pensar na vida. Daí deu um sono muito grande. Resolvi dormir mais 20 min pra ver se passava - isso parece não ter problema, desde que seja o mais próximo possível do "meio" entre os 2 cochilos já programados.
Nisso ocorreu a grande tragédia do dia: um oversleeping de 21h até 1h da manhã. Quando acordei, 'tava passando Jô Soares. "UÉ, MAS EU NEM LIGUEI A TV!!". Fiquei muito decepcionado comigo mesmo. Um otário.

Se fosse minha primeira vez no sono polifásico, eu até acharia que alguém veio aqui e ligou a TV ou que eu e/ou a tevê ficamos doidos. Mas isso daí é o de menos: é comum a gente fazer coisas enquanto 'tá com muito sono e depois acordar não lembrando. Esse negócio da televisão deve ter sido o seguinte: quando eu fui pegar o celular pra ver se ele parava de despertar, devo ter pegado o controle remoto sem querer e apertado tudo quanto é botão pra ver se o som parava, e nisso a TV ligou.
Levantei e vim fazer mais coisa aqui no computador - 'tô cheio de e-mail pra responder sobre o negócio da NZ e Austrália -, daí chegou 3 da manhã e eu fui dormir. Sim, dormir. Um dos mandamentos do oversleeping é: finja que nunca aconteceu, ou seja, não mude seus cochilos programados por causa dele. Ainda que eu tivesse acabado de acordar, era preciso que eu continuasse dormindo nos horários pré-determinados.
Fui tirar esse outro cochilo ali no sofá da sala, dessa vez com luz acesa e cobrindo o rosto com uma toalha - a claridade do ambiente parece te atrapalhar a entrar em sono profundo; a toalha foi só pra sentir a luz ambiente branca, e não ter ela diretamente no olho. Surpresa: mais um oversleeping, dessa vez até 5 da manhã.
"[censurado]!!", falei pra mim mesmo. Só não fiquei ainda mais puto porque não tinha como: esse primeiro oversleeping foi uma facada no coração, soco no cérebro. O que mais me doeu não foi nem a ocorrência do negócio em si, e sim o fato de que eu já tive muita experiência com oversleeping e, ainda assim, eu deixei mais esse acontecer. A única coisa interessante é a seguinte: eu sonhei nesse segundo oversleeping. Lembro até agora.
Enquanto eu 'tô escrevendo (6:25AM), já 'tô sentindo meu olho pesar muito. 7AM é hora de outro cochilo. É nóis!
Então é isso.
Encerrados os dias dois e três, né, já que esse cochilo das 7 da manhã é a transição de um dia pro outro.
No mais, é só pedir desculpa por ter feito um resumo tão porco, mas é que eu perdi a motivação de falar sobre esses 2 dias quando eu perdi um texto gigante que eu já tinha feito.
Mas acho que deu pra pelo menos pegar a idéia.
Amanhã é nóis de novo.